Uso de telescópios na Reabilitação Visual
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Telescópios são os recursos que costumam causar maior estranhamento para quem é apresentado a eles pela primeira vez, já que são pouco conhecidos pela população geral. Há vários tipos e os mais testados na clínica de visão subnormal são mesmo parecidos com telescópios, mas que cabem em uma mão. Dentro deles há um sistema especial que permite que a imagem ao longe seja aumentada e percebida pelo paciente em tamanho maior. Porém, seu uso não é intuitivo e há necessidade de treinamento para se aprender a ajustar o foco e manipulá-lo corretamente.

Há diferentes tipos para diferentes níveis de perda visual. Quanto mais baixa a visão, maior precisa ser a capacidade de ampliação da imagem do telescópio e mais difícil fica seu uso. Uma das principais características desse recurso é que o campo visual fica restrito, isso é, é como se o paciente visse ao longe olhando dentro de um canudinho de tomar refrigerante. Portanto, não é possível usá-lo e andar ao mesmo tempo ; seu uso costuma ser muito útil para atividades em que não ocorra mudança contínua de posição do paciente ou do objeto a ser observado – por exemplo aluno lendo lousa ou pessoa assitindo televisão. É devido a essa característica, também, que algumas doenças não apresentam bons resultados com o uso dos telescópios.



Karla Liparizi

Médica oftalmologista

Membro da SBVSN